Cálculo Urinário

 

O cálculo urinário é uma patologia conhecida desde a antiguidade, existindo relatos da época de 5.000 a. C. Estima-se que entre 1.200 a 1.400 pessoas desenvolverão ter cálculos urinários, a cada ano. A taxa de ocorrência em homens é 3 vezes maior que em mulheres. Nos tempos atuais o número de pacientes com tal diagnóstico aumentou devido ao estilo de vida, tipo de dieta e principalmente com o desenvolvimento de uma propedêutica adequada, como por exemplo, o ultrassom e a tomografia computadorizada. Os cálculos podem ser classificados por várias características, como pelo tamanho, localização, obstrução da via urinária, tipo de mineral composto, parâmetros radiológicos, entre outras.

 

Sintomas

Os pacientes com cálculos urinários podem ser sintomáticos ou não, sendo que os principais sintomas são: dor tipo cólica (normalmente em região lombar, flanco e/ou fossa ilíaca, podendo corresponder até o testículo ou grande lábio ipsilateral); disúria (ardência ao urinar), hematúria (sangue na urina) e febre. Esse último normalmente associado a infecção, devendo ser analisado com mais cuidado.

 

Diagnóstico

O diagnóstico é tanto clínico quanto com exames complementares (exames laboratoriais e por imagem). Os exames laboratoriais mais utilizados são exame de urina e sangue. Já os exames por imagem são o Rx, Ultrassom e a TC (tomografia computadorizada), sendo essa última o exame padrão ouro. O Ultrassom é um exame de grande utilidade, possuindo muito das vezes um acesso maior para sua realização, entretanto para cálculos ureterais nem sempre tem boa especificidade. Já a TC apresenta um maior custo, porém com maior possibilidade de avaliação da presença, tamanho do cálculo e possíveis complicações.

 

Tratamento

Existem várias opções de tratamento, dependendo apenas de sua indicação. Os mais utilizados são: medicação expulsiva, Litotripsia Extracorpórea, Ureterolitotrisia/Nefrolitotripsia retrógrada, Nefrolitotripsia Percutânea, Cirurgia Laparoscópica e aberta.

 

 
Hiperplasia Prostática Benigna

O aumento benigno do volume da Próstata é chamado de Hiperplasia Prostática Benigna, que inicia-se a partir da 4ª década de vida e tem como condição clínica frequente a partir da 6º década. Esse processo ocorre devido ao envelhecimento, porém sua etiologia não é totalmente conhecida. Estima-se em 30% a chance de um homem, durante sua vida, necessitar tratar sintomas decorrentes da HPB e, aproximadamente 10% de ser submetido a tratamento cirúrgico.

 

Sintomas

Basicamente os sintomas são de armazenamento, sendo esses aumento da frequência, transbordamento, urgência e noctúria. Podem apresentar ainda sintomas relacionados ao esvaziamento, como esforço miccional, jato fraco e intermitente, hesitação e sensação de esvaziamento incompleto. Esses sintomas normalmente iniciam lentamente e após os 50 anos, podendo começar antes.

 

Diagnóstico

Dá-se através da história clínica, associado ao exame físico com toque retal da próstata. O ultrassom transabdominal da próstata serve para auxiliar na avaliação, não sendo um exame obrigatório, já o ultrassom transretal normalmente é utilizado apenas para guiar a biópsia prostática. Poderá em casos selecionados realizar a fluxometria e o estudo urodinâmico completo, também conhecido como urodinâmica.

 
Tratamento

Pode ser medicamentoso com drogas alfa-bloqueadoras, inibidores da 5 alfa redutase ou a combinação destas. Em alguns casos indica-se o tratamento cirúrgico com plasma-evaporação, ressecção transuretral da próstata (cirurgia endoscópica), prostatectomia suprapúbica (cirurgia aberta).

 
Câncer de Próstata

 

É um tipo de câncer que ocorre na próstata, órgão este localizado abaixo da bexiga, sendo o câncer (neoplasia maligna) mais comum entre os homens. Estima-se uma prevalência próxima a 70.000 casos novos por ano.

 

Sintomas

O câncer de próstata em fase inicial, normalmente, não apresenta sintomas. Por isso a necessidade do exame de rotina. Nos estagio mais avançados os sintomas mais comuns estão relacionados ao ato de urinar, como urgência miccional, esforço miccional, dor ao urinar, sangue na urina, dor nos ossos. 

 

Diagnóstico

O indicado para rastreamento do câncer de próstata, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, é a realização do PSA e o exame de toque retal da próstata, sendo confirmado o diagnóstico através do exame de biópsia prostática guiada por usltrassom transretal.

 
Tratamento

Depende como se encontra a doença e das condições clínicas do paciente. Em estágios iniciais da doença (tumores localizados e localmente avançados) a prostatectomia radical é indicação padrão-ouro. Sendo essa uma cirurgia para retirada de toda próstata.

 
Câncer de Rim

 

O câncer renal vem apresentando uma incidência progressiva devido principalmente aos métodos de imagem como ultrassom e tomografia computadorizada, onde observa-se nesses exames com indicação para avaliação de dor abdominal a presença de tumoração no rim, conhecidos como incidentalomas. Essa neoplasia maligna é a segunda mais comum dentro da urologia, perdendo apenas para próstata, correspondendo de 2 a 3 % de todas neoplasias malignas. Apresenta ainda alta letalidade, chegando a 40% dos casos. Uma pequena parte desses tumores podem estar relacionados a fatores genéticos e hereditários (doença de Von Hippel-Lindau e carcinoma renal hereditários), insuficiência renal crônica, doença renal cística adquirida e esclerose tuberosa. Outro fator pode estar relacionado, porém não esclarecido ainda definitivamente, é a obesidade.

 

Sintomas

Grande parte dos pacientes são assintomáticos, tendo a tumoração descoberta devido à realização de ultrassom ou tomografia computadorizada para outros fins, chegando a 60% dos casos. Porém aqueles que apresentam sintomas, vão apresentar normalmente uma doença em um estágio um pouco mais avançado. Os principais sintomas são: dor em flanco ou em região lombar, massa papável e hematúria. Sendo essa última a mais comum, aparecendo de 30 a 60% dos casos. Esses três sintomas formam uma tríade clássica do tumor renal. Entretanto podem aparecer outros sintomas como perda de peso, febre e até varicocele.

 

Diagnóstico

É importante a história clínica e o exame físico associado a uma avaliação com exames complementares (laboratorial e de imagem). Os exames mais utilizados são o Ultrassom, para um rastreamento inicial; a Tomografia Computadorizada, que evidencia com maior precisão a presença e a extensão da lesão, além da melhor avaliação para diagnóstico diferencial e a Ressonância Magnética, tem indicação para os nefropatas, alérgicos ao iodo, na avaliação da veia renal e veia cava. A arteriografia possuiu indicação específica e incomum.

 

Tratamento

A nefrectomia ainda é o único tratamento curativo para câncer renal localizado, podendo ser radical ou parcial. A via de acesso pode ser por via aberta ou laparoscópica, dependendo da experiência do cirurgião, características do tumor e das condições clínicas do paciente. Existem ainda técnicas de ablação dos tumores renais, porém ainda não possuem indicação formal.  

 
Fimose

 

A incapacidade da exposição da glande com a retração total do prepúcio é conhecida como fimose. A maioria das crianças masculinas nascem com essa situação, tendo o prepúcio aderido a glande, porém após três/quatros anos de idade a maioria já não terão essa alteração, com o crescimento do pênis. As ereções que as crianças tem também acabam auxiliando a completa retração da pele. Menos de 1% terão fimose aos 17 anos. Pacientes com fimose possuem maior risco de adquirir gonorreia, herpes, sífilis. Também tem sido relatada maior frequência de infecção por papilomavírus  (vírus que causa HPV) e o HIV (vírus que causa AIDS).  A relação do câncer de pênis ainda é controversa, alguns trabalhos apontam relação com essa patologia.

 

A circuncisão (postectomia) talvez seja a cirurgia mais antiga que se tenha conhecimento. A indicação rotineira desta cirurgia ainda permanece controversa apesar de ser realizada em alguns países por questões culturais e/ou religiosas. A orientação é que se realize secundaria a presença de complicações; quando não se consegue expor a glande após os 04 anos de idade; tentativa sem sucesso de tratamento clínico. Vários estudos recentes têm demonstrado a eficácia do trata- mento da fimose com o uso de esteroides tópicos. A duração do tratamento varia de 4 a 8 semanas, com sucesso entre 85 e 90%. As complicações estão presente em 0,2 a 3% dos casos, sendo as mais comuns o sangramento, infecção da ferida, hematoma, novas aderências, fimose secundaria, retirada excessiva da pele.

 
  • Dr Marco Comper
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