• Dr. Marco Antônio Comper de Souza - Titular da

Rastreio do Câncer de Bexiga


Urologista em Vitória

O câncer de bexiga é o segundo mais frequentemente diagnosticado câncer do trato urinário, ficando atrás apenas do câncer de próstata. Uma vez que esse câncer é invasivo (ou seja que atinge camada mais profunda da bexiga: camada muscular), pode progredir rapidamente localmente e ou em metástase1 e 2.

Fatores associados ao aumento do risco incluem a exposição a agentes cancerígenos químicos (tabaco, ocupacional e exposições ambientais), idade avançada e sexo masculino.

Vale mencionar que o tabagismo é o fator mais importante que contribui para a incidência global de câncer de bexiga nos países ocidentais.

Tumores de baixo grau não-músculo invasivo (aqueles que não chegaram até a camada muscular) constituem cerca de 65% de todos os novos casos e têm baixo risco de progressão. Já a doença de alto grau não-invasiva do músculo tem um risco de 50 a 70% de recorrência e de 10 a 30% do risco de progressão para doença invasiva do músculo3.

Hematúria microscópica, ou seja sangue na urina que não é vista a olho nu e sim apenas por microscópio, identificado por teste ou exame de urina, está presente na maioria dos pacientes com câncer de bexiga, mesmo nos estágios iniciais da doença. No entanto, hematúria microscópica está associada com um número de causas que são muito mais prevalente do que o câncer de bexiga na população em geral e tumores urológicos globais e representam apenas cerca de 5% casos de hematúria4.

Contudo se estamos diante de um paciente idoso, tabagista, com hematúria, até que se prove o contrário deve-se afastar a possibilidade de câncer de bexiga.

Em relação ao rastreio, a recomendação atual é do não rastreio do câncer de bexiga. Para indivíduos com um alto risco de câncer de bexiga devido à exposição a substâncias químicas conhecidas, particularmente no ambiente industrial, o rastreio é uma alternativa razoável (teste para microhematúria, citologia urinária, ou biomarcadores de urina). Todos os indivíduos, e especialmente aqueles com exposições ocupacionais conhecidos por aumentar o risco, devem ser fortemente aconselhados a não fumar e fumantes devem ser oferecido tratamento do tabagismo3.

Os pacientes com história de câncer de bexiga tratados têm uma alta probabilidade de desenvolver a doença recorrente ou um novo câncer na bexiga. A vigilância é necessária neste cenário para detectar a recorrência da doença.

Urologista em Vitória

Referências:

  1. Freedman ND, Silverman DT, Hollenbeck AR, et al. Association between smoking and risk of bladder cancer among men and women. JAMA 2011; 306:737.

  2. Cumberbatch MG, Rota M, Catto JW, La Vecchia C. The Role of Tobacco Smoke in Bladder and Kidney Carcinogenesis: A Comparison of Exposures and Meta-analysis of Incidence and Mortality Risks. Eur Urol 2016; 70:458.

  3. Chou R, Dana T. Screening adults for bladder cancer: a review of the evidence for the U.S. preventive services task force. Ann Intern Med 2010; 153:461.

  4. Davis R, Jones JS, Barocas DA, et al. Diagnosis, evaluation and follow-up of asymptomatic microhematuria (AMH) in adults: AUA guideline. J Urol 2012; 188:2473.

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